28.02.14: “pois assim se fazem as cousas…” (*)

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Maioria quer reavaliar Acordo Ortográfico

Por Rita Tavares

publicado em 28 Fev 2014 – 05:00

Proposta partiu de três deputados da maioria e deve passar

A recomendação ao governo para que avance com um grupo de trabalho para reavaliar a aplicação do Acordo Ortográfico partiu de três deputados da maioria, mas ontem à tarde havia abertura para que fosse aprovada na votação em plenário agendada para hoje. O tema vai estar esta manhã em debate, também com projectos de resolução do PCP e Bloco (mais radicais, com pedidos de desvinculação ao Acordo) e algumas petições.

O acordo da maioria só foi conseguido depois de José Ribeiro e Castro (CDS), Michael Seufert (CDS) e de Mota Amaral (PSD), terem acedido retirar do projecto de resolução os dois pontos em que era pedida a revisão, suspensão ou mesmo revogação da decisão tomada no início de 2011. O projecto recomenda ao governo que “promova a constituição, no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros, de um Grupo de Trabalho sobre a Aplicação do Acordo Ortográfico, incluindo representantes das áreas dos Negócios Estrangeiros, da Educação, da Cultura, da Economia e da Ciência”. Contactado pelo i, o gabinete do ministro da Presidência não esclareceu a sua posição face a esta iniciativa. Se o grupo avançar mesmo, terá de apresentar um relatório “objectivo e factual com o ponto de situação da aplicação do Acordo Ortográfico” no prazo de quatro meses. O texto tem a particularidade de não estar escrito segundo o acordo.

O tratado vincula os países lusófonos, mas ainda não foi ratificado em Angola e em Moçambique, tendo havido também hesitações, em 2012, quanto à forma e calendário de aplicação no Brasil. Entretanto, de um encontro em 2013, em Portugal, entre Passos Coelho e Dilma Roussef saiu a reafirmação da entrada em vigor do acordo, “definitivamente”, no próximo ano.

[Transcrição integral de notícia do jornal “i” (também na edição em papel) publicada em 28.02.14. “Links” e destaques adicionados por nós.]

(*) Citação do título: de “Farsa de Inês Pereira“, de Gil Vicente.

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3 comentários

    • Jorge Pacheco de Oliveira on 28 Fevereiro, 2014 at 11:46
    • Responder

    Depois do entendimento com Dilma e sabendo que Passos Coelho é teimoso que nem um burro, sobretudo na asneira, tenho muitas dúvidas de que ele aceite participar em qualquer alteração ou revisão do AO e muito menos na sua revogação, que seria a única solução digna para o governo e para a Assembleia da República, já que os brasileiros andam a gozar com Portugal.

    • Pedro Nunes on 28 Fevereiro, 2014 at 12:25
    • Responder

    …também da Inês Pereira: ‘antes quero asno que me leve, que cavalo que me derrube’; tristemente pertinente

    • Rocío on 28 Fevereiro, 2014 at 12:25
    • Responder

    Trair, enganar, disfarçar…
    Fazer como que se faz, sem nada fazer além de adiar “ad aeternum” o que devia ser resolvido JÁ!!
    Cheira-me mal, muito mal, cheira-me a criação de tachos para quem outro objectivo não teve desde o início.
    Só é preciso fazer uma coisa com o AO90 (revogar), o resto tudo não passa de, como dizemos em Espanha “brindis al sol”

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