Maria João Brito de Sousa subscreveu a ILC

Maria João Brito de Sousa nasceu em Lisboa, Concelho de Oeiras, a 4 de Novembro de 1952.

Neta do poeta António de Sousa e de Alice Brito de Sousa, pintora, teve o privilégio de conviver, durante a infância e adolescência, com alguns dos mais representativos nomes da cultura portuguesa do séc XX, Miguel Torga, Vitorino Nemésio, Natália Correia, Manuel Ribeiro de Pavia, Guilherme Filipe e Julio, eram visitas assíduas da casa onde cresceu.

Foi com Manuel Ribeiro de Pavia e ainda muito pequenina que se lançou à aventura dos pincéis e do carvão esta será uma das razões pelas quais, ainda hoje, gosta de se definir como “pintora precoce de trabalhos adiados”. É com cerca de três anos de idade que se inicia nas quadras em redondilha maior, algumas registadas pela mão de seu avô em pedacinhos de papel que ainda hoje guarda.

A sua pintura define-a numa linha expressionista-simbolista, sempre aberta ao surrealismo. A sua Poesia surge na riqueza do vocabulário, na utilização sistemática da metáfora e na musicalidade da rima.

Casou muito cedo e durante quase trinta anos dedicou-se exclusivamente às tarefas de esposa e mãe, pouco tempo lhe restando para se dedicar às Artes que nunca deixaram de a ir chamando. Em 1999, após um doloroso divórcio, renasceu, imperiosa, a necessidade de criar. Em Janeiro de 2000 inaugurou a sua primeira exposição individual de pintura em Lisboa, na Voz do Operário, à qual se seguiram dezassete exposições colectivas, sempre na qualidade de membro da associação de Artistas Plásticos Paço de Artes, da qual se tornou sócia. Foi também no Salão Nobre desta associação que, em 2007, inaugurou a sua segunda exposição individual; Auto-Retrato. Participou também, em 2007, no leilão “Telas de Esperança”, no Salão Paroquial de Stº. António de Nova Oeiras e em 2010 numa exposição colectiva de pintura promovida pela AMNO – Associação de Moradores de Nova Oeiras, sob o título Nova Oeiras Acontece.

No campo da Poesia, iniciou uma extensa produção de sonetos formalmente clássicos, em Janeiro de 2008, tendo publicado o seu primeiro livro, Poeta Porque Deus Quer, em Janeiro de 2009. Antes da publicação participou no Concurso de Poesia em Rede no Sapo, onde ganhou o primeiro prémio “ex aequo”, com o soneto Territorialidade que dedicou à vila de Oeiras onde terminou o curso complementar dos liceus e onde reside desde 1972.

Enquanto pintora, é membro da Associação de Artistas Plásticos Paço de Artes e é, desde 2005, membro da Associação Portuguesa de Poetas, para a qual entrou pela mão da actual Vice-Presidente, a poetisa Virgínia Branco.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990 e tem participado militantemente na recolha de assinaturas para a iniciativa.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que redigiu e nos enviou, expressamente para o efeito, as respectivas nota biográfica e fotografia.

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