Fernando Paulo Baptista subscreveu a ILC


Fernando Paulo do Carmo Baptista nasceu em Viseu, em 1940.

Depois de concluída a prestação do serviço militar, acabou por se formar (como aluno voluntário e sempre a trabalhar…) em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a classificação final de «Muito Bom com Distinção, com 18 valores».

Desenvolveu intensa actividade intelectual e académica como docente e como investigador do Instituto Piaget, no seu campus universitário de Viseu, orientando os seminários de Expressão Poética , concebendo, organizando ou co-organizando importantes colóquios, jornadas e congressos de dimensão nacional e internacional (e.g.: I Jornada de Homenagem à Língua Portuguesa ; I Jornada sobre as praxes académicas; I Congresso Bienal da CPLP para a Língua Portuguesa; IV Conferência Internacional de Filosofia e Epistemologia; II Fórum Ibérico para a TeleMedicina…) e dirigindo o Centro de Investigação em Língua Portuguesa (CILP), designadamente, a investigação direccionada para a elaboração de dicionários e manuais especializados, a serem editados pelas Edições Piaget. De entre os projectos que tem actualmente em mais avançado desenvolvimento, dois deles se destacam pela sua específica relevância e interesse linguístico, cultural e pedagógico: o primeiro, na área da lexicologia e da lexicografia: Dicionário genético-semântico da Língua Portuguesa — à descoberta da «sabedoria» das palavras; o segundo, na área da Linguística Aplicada (este, no âmbito de um «protocolo» de colaboração investigativa com a Universidade do Minho, da qual é investigador-colaborador, ligado ao Centro de Investigação em Educação — CIEd): Para a construção da aprendizagem do léxico científico na educação fundamental. Do contributo do indo-europeu e, mais especificamente, das línguas clássicas (grego e latim) para essa construção, comportando, articuladamente, três grandes andamentos investigativos: I. Formação para a cidadania; II. Educação e cultura científicas; III. Léxico especializado de matriz indo-europeia e clássica (greco-latina).

Numa brevíssima descrição de cargos e funções, é:

  • Inspector jubilado do Ministério da Educação de Portugal;
  • Investigador convidado do Centro de Investigação em Educação [CIEd] da Universidade do Minho;
  • Investigador da Associação Piaget Internacional [AsPI];
  • Consultor editorial da revista da Organização Mundial da Saúde [«WHO – Bulletin»];
  • Membro do “Editorial Board” e colaborador das seguintes revistas inter-universitárias:
    • – «The Journal of the Indiana Academy of the Social Sciences» do Estado de Indiana – USA (cf.: www.iass1.org);
    • – «The interdisciplinary journal of Portuguese diaspora studies» (IJPDS] (cf.: http://portuguese-diaspora-studies.com)
  • Membro honorário do Movimento Internacional da Tele-medicina / Tele-saúde.

Teve, até agora, os seguintes louvores e galardões:

  • Louvor do Comando da Base Aérea n.º 2 (Ota) — Força Aérea Portuguesa;
  • Louvor da Inspecção Geral da Educação — Ministério da Educação;
  • Diploma de Sócio de Honra da Associação para o Desenvolvimento da TeleMedicina – ADT;
  • Prémio «Mérito Científico» do GICAV — Gala Anim’ Arte de 2005;
  • Medalha de Mérito da Câmara Municipal de Sernancelhe e «diploma» de Cidadão Honorário do Concelho, em 2008;
  • Medalha de Mérito Cultural da Academia de Letras e Artes de Paranapuã (Rio de Janeiro – Brasil), em 2009;
  • Medalha de Mérito Cultural da Academia Lusófona de Artes e Letras, em 2009;
  • Medalha de Mérito Cultural «Académico Austregésilo de Athayde», da Academia Brasileira de Letras , em 2009.
Independentemente dos vários estudos e ensaios de natureza filológica, linguística, pedagógica, filosófica, epistemológica e literária já publicados, destacam-se, neste contexto, as três seguintes obras:
  •  1. Concepção e co-autoria do Projecto Pedagógico-Didáctico — «Sinfonia da Palavra» (com a supervisão científica do Prof. Doutor Vítor Aguiar e Silva) —, projecto materializado no conjunto de manuais (e documentos conexos de fundamentação e de apoio) para o ensino/aprendizagem da disciplina de Português (Ensino Básico e Ensino Secundário), Porto, Edições ASA, 1990;
  • 2. Tributo à Madre Língua (com prefácios dos Profs. Doutores Vítor Aguiar e Silva, Rita Marnoto e A. Castanheira Neves), Coimbra, Pé de Página Editores, 2003;
  • 3. Nesta nossa doce Língua de Camões e de Aquilino (com prefácio do Prof. Vítor Aguiar e Silva), Sernancelhe, edição da Câmara Municipal, 2010.

Fez uma sessão na Casa da Cultura de Coimbra, no dia 17 de Março, intitulada “Acordo Ortográfico: SOS pelas matrizes profundas da língua portuguesa“. É autor de um texto claríssimo sobre o AO90, que teve a imensa generosidade de deixar em comentário na página da ILC e foi subsequentemente publicado, aqui mesmo, sob o título «Essa sinistra guilhotina».

A propósito da ILC Contra o Acordo Ortográfico, teve a amabilidade de nos dirigir as seguintes palavras:

«É para mim uma rara e honorável distinção estar envolvido
convosco nesta mesma sintonia em crescente movimento.»

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a sua biografia, de onde retirámos esta abreviadíssima versão.

 

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4 comentários

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  1. E claro, isto não vai passar da Internet 🙁

    • Luís Ferreira on 14 Abril, 2012 at 13:28
    • Responder

    Isto o quê?
    A ILC?
    O facto de Fernando Paulo Baptista ter subscrito a ILC?

    E a responsabilidade de cada um de nós em gritar, fazer com que o mundo saiba?
    E porque é que nós todos não fazemos o que nos está nas nossas possibilidades?

    Há tanto que podemos fazer…

    – divulgar, divulgar, divulgar…
    – recolher assinaturas,
    – tentar mexer os cordéis finos ou mais grossos que cada um de nós pode mexer,
    – resistir, fazer birra, chamar a atenção,
    – influenciar…

    Agora se cruzarmos os braços e esperarmos por milagres… não vamos lá.
    Se formos lá, no final, juntamos-nos todos num sítio qualquer e bebemos umas belas imperiais, porque merecemos, porque, cada um a seu jeito, na sua medida, fez o que podia fazer. Mas antes temos que fazer alguma coisa. Está nas mãos de todos nós.

    Vamos, antes de mais, tentar juntar as 35000 assinaturas e há tantas ainda por recolher…

    • Pedro Marques on 14 Abril, 2012 at 22:57
    • Responder

    E em quantas assinaturas vamos?

  2. @Pedro Marques: http://ilcao.com/?page_id=288#24

    @Luís Ferreira: É isso mesmo. Qualquer pessoa consegue recolher meia dúzia de assinaturas, basta querer 🙂 Vamos a isso.

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