Amasar por ezemplo com xá o qeijo do omem [“Gazeta Online” (Brasil)]

ILCAOflagJá aqui referimos, aliás, por diversas vezes, os “trabalhos” de preparação de (mais) uma “reforma ortográfica”, esta à “boleia” e na sequência do AO90: o Senado brasileiro constituiu uma Comissão para “reformar” o dito AO90 e “simplificar ainda mais” a ortografia do Português, devendo essa Comissão brasileira apresentar os resultados dos seus “trabalhos” em Setembro de 2014.

O artigo que seguidamente se transcreve, publicado na “Gazeta online”, do Brasil, adianta desde já quais são, em suma, esses resultados.

Citemos a propósito o que escreveu o jornalista Nuno Pacheco, há pouco mais de três anos, em artigo com o título (precisamente, terrível premonição) “Omens sem H“:

«Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos.»

Pois bem, isso veremos. Liquidar o “acordo” de 1990 é a única forma de impedir a louca “reforma” da “reforma” louca.

Ou algém duvida de qe se naum u impedirmus istu avansa asim mesmu?

Que tal escrever “omem” sem h? E “qeijo” sem u?

Comissão técnica do Senado estuda nova reforma ortográfica na Língua Portuguesa

11/08/2014 – 23h08 – Atualizado em 12/08/2014 – 07h45
Autor: Wesley Ribeiro | wesleyribbe@gmail.com

Parece que o tempo do homem com “h” está mesmo chegando ao fim. Pelo menos é o que propõe uma comissão técnica do Senado Federal que estuda novas mudanças ortográficas na Língua Portuguesa. Além de querer eliminar a letra “h” do início de palavras, quer também um pedaço do queijo, ou melhor, sugere a eliminação da letra “u” da palavra queijo.

De acordo com o secretário da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, Julio Ricardo Linhares, o objetivo do grupo de trabalho, com professores renomados como Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto, é aperfeiçoar e simplificar a língua. 

A ideia da comissão nasceu com as constantes discussões em audiências públicas sobre a Reforma Ortográfica de 2009, que alterou 0,5% do vocabulário brasileiro, segundo o Ministério da Educação.

Embora ainda não haja um texto pronto ou projeto de lei, com as mudanças o “ch” deixaria de existir e palavras como chá, flecha e macho, seriam escritas assim: xá, flexa e maxo. O dígrafo “qu” também desapareceria. Palavras como queijo e aquele ficariam assim: “qeijo” e “aqele”. No site www.simplificandoaortografia.com é possível ver essas e outras propostas de mudanças.

A GAZETA foi às ruas com as palavras “omem”, “oje” e “qeijo” impressas, e todos os entrevistados estranharam muito. Para a florista Miriam da Penha Fantin, 46 anos, e a filha Mariana Fantin, 10 anos, a mudança não agradou. “É desnecessário mudar. A palavra ficou feia demais. Não vale a pena”, desabafou a estudante.

Opinião

Para o professor de Língua Portuguesa José Augusto de Carvalho, uma reforma ortográfica precisa levar em consideração a opinião de especialistas no assunto, como linguistas e gramáticos, e não profissionais ligados à política.

Não é porque deixamos de pronunciar a letra “h” que temos de eliminá-la. Ela faz parte da etmologia da palavra e é comum que isso ocorra em outros idiomas como no inglês. A mudança é inútil”, garante.

Buscar escrever como se pronuncia é um risco, segundo o professor do ensino fundamental no Centro Educacional Praia da Costa, Rodrigo Acosta. “Chamamos isso de transcrição fonética. A pronúncia das palavras muda de um local para outro. Não podemos oficializar uma escrita sem prejudicar a comunicação. Além disso, pode prejudicar o aprendizado”, defende ele.

Conforme Linhares, novo debate deve acontecer em setembro, em Brasília, para discutir as questões ortográficas. E a população poderá participar. “Não temos a pretensão de ditar regras. Vamos ouvir especialistas e a também a comunidade em audiência pública para discutir o melhor a se fazer”, conclui.

O que mudaria

Sem “H”

Homem – Omem
Deixa-se de escrever o “h” no início das palavras porque ele não é pronunciado. Exemplos: oje, ora, istoria, etc.

”QU” SEM O “U”

Queijo – qeijo
Deixa-se de escrever o “u” porque não é pronunciado. Exemplos: qero, aqilo, leqe, etc.

“CH” por “X”

Chá – xá
Somente a letra “x” poderia representar esse som. Exemplos: flexa, maxo, caxo, etc.

“S” por “Z”

Exemplo – ezemplo
Somente a letra “z” seria usada para representar o som de Za, Ze, Zi, Zo, Zu. Exemplos: bluza, analizar, ezuberante, etc.

Sem “SS”, “Ç”, “SÇ”, “XÇ” e “XC”

Amassar – amasar
Na nova proposta, os encontros consonantais acima seriam eliminados.

Fonte: www.simplificandoaortografia.com

[Transcrição integral de artigo publicado pelo “portal” Gazeta online (do Brasil) em 11.08.14.]

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3 comentários

    • Fernando Félix on 13 Agosto, 2014 at 23:56
    • Responder

    Será que hoje é o dia um de Abril?
    Porque se isto é a sério, podem ir tomar banho.
    Cambada de idiotices. Isto só visto, contado não acreditava que houvesse tais imbecis, pseudo linguísticos, ridículo.

    • Jorge Teixeira on 14 Agosto, 2014 at 9:19
    • Responder

    Não há-de demorar muito até o Malaca Casteleiro aparecer a defender isto.

  1. @fazendeiros
    -Porque não incorporam antes números?
    1berto
    8’vio
    O teu hálito é como o acordo ortográfico: 3anda a peixe podre.
    O teu br11 está espectacular.
    A Língua Portuguesa foi 10truida.

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