«Um “acordo” inútil – suspenda-se de imediato» [H.C., GT AO90]

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9 comentários

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  1. É isto. Resume tudo e é mais do que suficiente para alguém acordar. Toda a gente deveria ler este texto. Só faltava falar-se dos motivos e de toda a história por detrás do que se vive no presente. Mas por vezes é melhor nem dar fama aos Malacas e Edites.

    O único desfecho lógico é a revogação. Não brinquemos mais. É este o ponto de ruPtura, é este o ano decisivo.

  2. Isso do anti-Lince é falso… eu ponho no meu office word 2010 com verificador ortográfico de norma pré-acordo e ele corrige-me todos os episódios do “acordes” nos textos…

    O problema é que agora está tudo com esse vírus… essa praga do AO.

    PERGUNTA: Hoje, dia 2 de Março, foi a manifestação “Que se Lixe a Troika”… não gostamos da Troika, manifestamo-nos contra ela certo? Por este raciocínio, e visto que ninguém se manifesta, as pessoas gostam do Novo Acordo Ortográfico? Respondam-me por favor…

    1. @Gonçalo: Mas de forma automática? Carregando num botão como se faz no Lince e afins? Isso consegue-se parcialmente com o Firefox Contra o Acordo Ortográfico e com o Desacordo Ortográfico no Chrome (ajudas preciosas, sou grande fã!!! 🙂 ) mas nenhum destes resolve tudo nem acerta sempre, porque não é possível – precisamente porque há essa perda de informação que origina ambiguidade.

    • Maria José Abranches on 3 Março, 2013 at 1:10
    • Responder

    Texto excelente! Esperemos que ajude a esclarecer quem ainda não entendeu ou não quis entender o que está realmente em causa com este AO90!

    Gonçalo, estou consigo nessa pergunta: onde estão os cartazes e as vozes contra o AO90 nessas manifestações? Os portugueses ainda não entenderam que foram os mesmos políticos, todos, os actuais e os anteriores (que esta situação não surgiu do nada), os mesmos que nos roubaram o trabalho, os salários, as pensões e reformas, a saúde, a educação, que puseram o país ao serviço do neoliberalismo mais desenfreado, os mesmíssimos que decidiram vender a nossa língua, como têm vendido tudo neste país?

    Têm alguma credibilidade os que pretendem ser alternativa para defender os nossos direitos nos mais variados domínios, escrevendo em “acordês”? Como é possível alguém dizer-se democrata e não condenar o AO90 ou pior ser entusiasticamente a favor dele? Quem apoia todo este processo ignóbil, vergonhoso, toda esta prepotência, OUSA afirmar-se alternativa ao desastre que hoje vivemos? A primeira coisa a fazer, se querem ter alguma credibilidade, é exigir de imediato a suspensão do AO90!

    • Luís Ferreira on 3 Março, 2013 at 1:14
    • Responder

    Caro Gonçalo, esse raciocínio está viciado 🙂

    É verdade que a maior parte das pessoas come pão todos os dias, várias vezes ao dia, e sentem dificuldades em comprá-lo.
    É falso que a maior parte das pessoas leia umas páginas de um livro ou de um jornal todos os dias, várias vezes ao dia.

    Não é possível comparar o que é, já por si, diferente.

  3. Gonçalo, o anti-Lince é mesmo impossível, da mesma forma que o corrector que menciona também não funciona a 100%.

    É fácil repor um “c” em “fatura”, porque “fatura” não existe em português. Logo, essa palavra só pode estar errada. Mas… e se a palavra existir?

    O Lince pode cortar o “p” de “óptico”, o acento de “pára” ou os muitos acentos que diferenciam tempos verbais. E faz isso sem qualquer problema, porque dessa operação resultam palavras que existem mesmo.

    Já um hipotético anti-Lince teria de saber o que o autor quis escrever para saber se deve ou não repor esse “p” ou esses acentos.

    É como diz a autora: cortar é fácil… recuperar a informação que se perde é que já é mais complicado.

    • Maria Miguel on 4 Março, 2013 at 1:11
    • Responder

    Excelente texto. Sintetiza tudo. Parabéns, HC!

    Como o Gonçalo, também eu gostaria de ter visto, na manifestação, uma maré viva com documentos autênticos que revelassem estes meandros Nacionais. Continua a passar a informação. Só tenho encontrado pessoas alheias às causas do “ao”, embora não aceitem escrever com erros.

  4. O Anti-Lince… E eu que escrevo no quadro da sala de aula com giz? E escrevo notas para os meus alunos com a esferográfico? Para que preciso de Linces e anti-Linces?
    Outro grande tontice dos pró-AO90 é precisamente esta de dizerem que quem não sabe ainda escrever com o AO90 instala um corrector ortográfico e não tem de se preocupar com mais nada. E a toda a gente durante as reuniões, quando indiscretamente olham para o meu monitor e me perguntam “Ah, tu escreveste acta com C e ele não corrigiu. Não instalaste o corrector?”, eu respondo “E preciso eu de um programa informático para me ensinar a escrever?” Eu se quiser escrever acordês, escrevo melhor do que muitos pretensiosamte sabedores da matéria, mas simplesmente não o faço. E não recorro a correctores automáticos porque a escrita, apesar de ser um processo automático, é o resultado de um raciocínio que deixa de existir ao fiarmo-nos em correctores informáticos, sejam pro ou anti-Lince.

    • Graça Maciel Costa on 7 Março, 2013 at 17:10
    • Responder

    Excelente texto. Esperemos que os acordistas tenham a capacidade de perceber o absurdo deste AO e como são nefastas as suas consequências.

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