Dois parágrafos, tantos enganos…

Várias vezes defendi que o Acordo Ortográfico (em vigor por decisão apressada do governo – de Janeiro de 2011) necessitava de ser aperfeiçoado, o que me valeu ataques boçais ou patetas.

Da revisão não viria mal ao mundo; pelo contrário, é imperiosa. APROVADO EM 1990, HOUVE TEMPO PARA DISCUTI-LO OU PARA ACABAR COM ELE. Nem uma coisa nem outra. Os jornais publicaram notícias sobre o adiamento da obrigatoriedade no Brasil para 2015. Lá, os órgãos do Estado só iriam aplicá-lo a partir de 2013 (a imprensa já o faz) e em Portugal só seria definitivo em 2015, o que coincide com a conclusão do Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa. Ou seja: podemos livrar-nos dos erros.

 

[Transcrição parcial de texto de Francisco José Viegas, com o título “Os erros do Acordo”, Correio da Manhã, 10.12.2012. Imagem da versão online do jornal.]

[Legenda da formatação por nós introduzida:
Vermelho: errado. Segundo os termos da Convenção de Viena, o texto de um Tratado internacional não pode ser alterado.
MAIÚSCULAS: inteiramente verdade, mas infelizmente nada disso aconteceu.
Sublinhado: veja lá melhor essas datas todas, Sr. Ex-Secretário de Estado da Cultura.]

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9 comentários

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  1. Este mugiu agora do fundo do estábulo em consonância sonora com tucanos. Enquanto esteve à manjedoura a consonância foi calada. Duas sequências de consonância mudas. Siga-se a base IV, suprima-se esta besta.
    Cumpts.

    • Hugo X. Paiva on 11 Dezembro, 2012 at 0:36
    • Responder

    A ser verdade que o Correio Da Manhã vai capitular em Janeiro, acho muito bem que o Sr. Viegas comece desde já a preparar a sua nova faceta. Afinal, estamos em Portugal, indefinição e cobardia são o típico da nossa sociedade, onde os resultados de tais atitudes estão bem á vista. Cobardemente, a coragem fica reservada para aterrorizar aqueles que ousam questionar a razão.

    • J.Gervasio on 11 Dezembro, 2012 at 11:32
    • Responder

    Hugo, onde foi vc buscar essa de que o meu Correio da Manhã vai “adotar”?

    • J.Gervasio on 11 Dezembro, 2012 at 23:25
    • Responder

    Hugo, essa notícia é de 2009 e não se confirmou.
    De lá para cá, infelizmente a maior parte da imprensa “adotou” mas o CM não.
    O que eles têm são colunistas que “adotam”, o que não é a mesma coisa.
    No dia em que o CM cair, então bem que podemos desistir. O impacto do CM é dez vezes superior ao dos outros todos juntos (incluindo o tal jornal dos esquerdalhos mal-educados, passe a redundância, de que não me deixam dizer mal aqui.)

  2. Acho que há alguma confusão. A notícia sobre o CM é de 2009.
    Quanto ao dito sr. acho que está redondamente enganado. Andar a brincar à ortografia não é uma função do estado, nem é a incumbência do SEC ou de ex-SEC como é o caso. As funções de estado que ele teve eram para gerir alguma cultura, organizar umas vernissages e distribuir o bobo (desculpem subsídios) ao tolos alegres pseudo-intelectualóides do meio pimbalheiro-ó-artistico; e, pasme-se, não sobrará uma nota de rodapé para o lembrar.

    Mesmo assim, admitir que o estado tenha uma política de cultura, ou de televisão, ou de gosto, ou de outras scenas culturais mais esotéricas, mas muito de direita bacalhoeira-ó-bafienta, é tapar o sol como uma peneira. Basta pensar que a rtp custa 1M€ por dia e há gente a passar fome. Por comparação, o canal Arté custa cerca de 40 M€ por ano e a cota da euronews para Portugal é cerca de 3 M€. Só aqui, se necessário fosse, estava serviço público suficiente.

    Voltando ao tema: funções do estado são gerir a ss, finanças públicas ou a soberania (a Islândia não tem forças armadas e é um dos países mais soberanista da Europa).

    Andar a brincar aos AO claramente não é uma função de estado, conforme se anda e se pretende continuar. Por outro lado, insistir nisto e tão-pouco perceber que os brasileiros vão sempre roer a corda (por vários motivos, o que, em si, dava outra posta) é sempre infantil com os impostos de todos nós.

    Por último, muito difìcilmente os africanos aceitarão nova afronta, tão patentemente xenófoba e neo-colonialista.

    E é assim a miséria do país. Por isso é que à minha volta qualquer zarolho com meio dedo de testa (é uma expressão ligeiramente abrangente) está a emigrar, com filhos e tudo, para não mais voltar.

    Reproduzo o melhor comentário que ouvi sobre o AO: “qualquer pessoa semi-alfabetizada”, que saiba escrever três frases seguidas, sabe que este AO é uma mediocridade indigente”.

    1. O CM tem vindo a publicar todos os dias uma coluna com “lições” sobre o AO90 que irá de facto “adotar” a partir de 02.01.13. O anúncio oficial desta “adoção” foi publicado naquele jornal no passado dia 22 (se bem me lembro) e nesse mesmo dia retirámos o respectivo logótipo da nossa coluna “Não ao nAO!” (barra direita, mais ou menos a meio).

    • Hugo X. Paiva on 12 Dezembro, 2012 at 19:48
    • Responder

    Então a minha fonte estava certa. Peço desculpa por não ter reparado na data quando pesquei o endereço na rede( @ #4).

    • Pedro Marques on 12 Dezembro, 2012 at 22:40
    • Responder

    Mas o CM nem dá notícias nem nada.

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