Requiescat In Pace

 

VGM1942_2014

Vasco Graça Moura

1942 – 2014

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13 comentários

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    • Ana Isabel Buescu on 27 Abril, 2014 at 15:21
    • Responder

    Quero deixar aqui uma homenagem sentida e emocionada a este grande Português, culto, brilhante, sensível, um grande defensor da cultura portuguesa e da nossa Língua, cuja integridade há mais de trinta anos vinha defendendo de forma intransigente, opondo-se à sua mutilação e desvirtuamento através do triste e aviltante “Acordo” Ortográfico. Até sempre, Vasco.

  1. Enorme, enormíssima perda. Não apenas para a causa anti-AO mas também para toda a cultura portuguesa.

    • Maria Miguel on 27 Abril, 2014 at 17:16
    • Responder

    Está Portugal de luto e fica a Língua Portuguesa de negro, enquanto
    a verdade não lhe for restituída.
    Vasco Graça Moura já mereceu uma estátua, com todas as Letras.
    Obrigada Professor. Continue a inspirar-nos com a sua Coragem.
    Esteja onde estiver…

    • Elmiro Ferreira on 27 Abril, 2014 at 17:20
    • Responder

    O meu muito obrigado e a minha mais sentida homenagem a este brilhante vulto da cultura portuguesa. Um homem que sempre defendeu a Língua Portuguesa do aviltamento a que vem sendo sujeita nos últimos anos, por força do enxovalho ortográfico que é o “AO90”.

  2. Recebo a notícia como um murro no estômago.

  3. Um grande intelectual (e não inteletual, como anuncia o diário onde colaborava), um grande poeta, um grande português que amava e honrava a sua língua. A melhor homenagem que lhe podemos prestar é continuarmos juntos na luta contra esse enxovalho que é o AO90.
    Obrigado, Vasco Graça Moura!

    • Luís Ferreira on 27 Abril, 2014 at 21:21
    • Responder

    Uma poesia feita sobre o tema do AO, escrita por Vasco Graça Moura, no “Abrupto” de JPP.

    http://abrupto.blogspot.pt/2014/04/o-vasco-no-abrupto-glosa-para-jose.html

    • Maria José Abranches on 27 Abril, 2014 at 23:15
    • Responder

    Perdemos um grande Português! Grande pela sua dimensão intelectual, cultural, literária, cívica, humana em suma! Grande também pelo empenho, a inteligência, a firmeza, a coragem e a independência com que desde sempre se opôs ao AO90, defendendo sem esmorecer a nossa Língua, que conhecia como poucos. Quero deixar-lhe aqui a expressão da minha profunda admiração e da minha imensa gratidão, com o compromisso de continuar a bater-me por todos os meios ao meu alcance contra o AO90, cuja aplicação em curso só na alienação e na miséria moral e cultural a que chegámos encontra explicação…

    • Jorge Pacheco de Oliveira on 28 Abril, 2014 at 1:14
    • Responder

    Foi com grande desgosto que tomei conhecimento da morte de Vasco Graça Moura.

    Além das suas capacidades literárias, ele era uma pessoa extremamente correcta que, mesmo antes de me conhecer pessoalmente, o que ocorreu por ocasião de uma sessão sobre o AO, nunca deixava de responder aos e-mails que eu lhe enviava a comentar passagens dos seus artigos nos jornais. Tivemos apenas mais dois ou três contactos pessoais, mas considerava-o um amigo.

    Penso que a melhor homenagem que o governo e a Assembleia da República lhe poderiam prestar era a imediata suspensão do AO.

    • Maria José Abranches on 28 Abril, 2014 at 23:24
    • Responder

    Não resisto a dar aqui a palavra a Vasco Graça Moura:

    «soneto do amor e da morte

    quando eu morrer murmura esta canção
    que escrevo para ti. quando eu morrer
    fica junto de mim, não queiras ver
    as aves pardas do anoitecer
    a revoar na minha solidão.

    quando eu morrer segura a minha mão,
    põe os olhos nos meus se puder ser,
    se inda neles a luz esmorecer,
    e diz do nosso amor como se não

    tivesse de acabar, sempre a doer,
    sempre a doer de tanta perfeição
    que ao deixar de bater-me o coração
    fique por nós o teu inda a bater,
    quando eu morrer segura a minha mão.»

    Vasco Graça Moura, in “Antologia dos Sessenta Anos”

    (http://www.citador.pt/poemas/soneto-do-amor-e-da-morte-vasco-graca-moura)

    «lamento para a língua portuguesa

    não és mais do que as outras, mas és nossa,
    e crescemos em ti. nem se imagina
    que alguma vez uma outra língua possa
    pôr-te incolor, ou inodora, insossa,
    ser remédio brutal, mera aspirina,
    ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
    ou dar-nos vida nova e repentina.
    mas é o teu país que te destroça,
    o teu próprio país quer-te esquecer
    e a sua condição te contamina
    e no seu dia-a-dia te assassina. (…)»

    (http://www.citador.pt/poemas/lamento-para-a-lingua-portuguesa-vasco-graca-moura)

  4. A ILC AO fez-se representar na cerimónia fúnebre realizada ontem, 29 de Abril de 2014, na Basílica da Estrela, em Lisboa.

    • Maria José Abranches on 30 Abril, 2014 at 15:34
    • Responder

    Fico feliz e agradecida por a nossa ILCAO ter prestado uma última e justíssima homenagem a Vasco Graça Moura, essa voz prestigiada, corajosa e incansável na defesa da língua de Portugal!
    Oxalá o seu exemplo anime outros notáveis portugueses – à direita, à esquerda ou ao centro, porque a língua, como o país, é património e herança de todos – a assumir o combate público contra o AO90!

    • Fernando Almeida on 21 Maio, 2014 at 5:59
    • Responder

    Vasco Graça Moura.
    Perdemos um português notável.
    Jamais esquecerei o quanto lutou para dizimar a estupidez. Combate duríssimo, em que o inimigo parece brotar mais vigoroso, após cada baixa que sofra.
    Não desanimemos.

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