«Acordai!» [por Maria José Abranches]

Caros amigos e companheiros de luta,

Só há uma solução: assaltemos e pressionemos os políticos, todos e em todos os órgãos de soberania, a começar pelas autarquias e pela Assembleia da República. Nesta democracia de opereta, todos os nossos eleitos, de todos os partidos, quando chegam ao poder, sentem-se autorizados a ignorar-nos e a decidir por conta própria e segundo os seus interesses e os dos amigos. Os resultados deste entendimento da política e da democracia estão à vista, a todos os níveis!

Pois façamos sentir a esses senhores que escusam de contar com o nosso voto enquanto não adoptarem, assumida, concreta e imediatamente, nos seus pelouros e capelinhas a rejeição do AO90. Veja-se o exemplo do Presidente da Câmara da Covilhã e do Dr. Vasco Graça Moura, no CCB, já aqui referidos. Note-se também que ambos subscreveram esta ILC. Ainda há portugueses em Portugal!

Não vale a pena lastimarmo-nos, é preciso “agir”! É uma questão de sobrevivência nacional! E não foi a “troika” que exigiu o AO90, foram os nossos “esclarecidos” políticos que o negociaram e no-lo impuseram!

Deixo um apelo especial aos pais e encarregados de educação: acham mesmo aceitável o que andam a fazer nas escolas com os vossos filhos e educandos? Se foram capazes de reagir a propósito dos exames do 12º ano, porque não reagem para defender o Português de Portugal, a língua dos vossos filhos? No futuro, serão obrigados a falar e escrever “brasileiro” para arranjar emprego, bolsas de estudo, estágios, etc., por esse mundo fora? Subalternizando a nossa língua nacional, que futuro lhes estamos a preparar? “Acordai”!

[Transcrição de comentário da autoria de Maria José Abranches neste mesmo”site”.]

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43 comentários

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    • J.Gervasio on 12 Outubro, 2012 at 17:25
    • Responder

    Eu concordo consigo, minha senhora, isto só vai lá ao estalo.
    A mim dá-me vontade de lhes atirar ao focinho com os livros escolares dos meus netos, cheios de “coletâneas”, “setores”, “retas”, “ações”, “direções” e “letivos”. Mas depois quem tem dinheiro para lhes ir comprar outros sem estas coisas, e onde estão eles?
    Já nem as legendas nos filmes, minha senhora, nem as legendas nos filmes escaparam à razia. Só escapa o meu Correio da Manhã. E o Público, mas esse anda muito esquerdaheiro para o meu gosto, dinheiro meu não vai para gente dessa. O Belmiro que o sustente, que tem dinheiro de sobra.

  1. Mais uma…
    _________

    A Páctria está em Perigo no Pê da Concepção!! Vícios Inmensos Imphiltram-se pela Falta que Faz o Cê da Acção!!

    Erguei-vos, Compactrioctas! Empunhai os Vossos Cês, Brandi os Vossos Pês! Defendei a Língua dos Vossos Philhos Contra a Poluicção Brazileira!!!

    Contra os Brazucões, Marchai, Marchai!
    ____________

    Quando é que essa gente vai aprender que não há nada de “brasileiro” no AO90? E, visto que esta é uma pergunta mais do que meramente retórica, por que continua o vizinho a dar voz aos ignorantes? A ajudar a promover-se a demagogia patrioteira?

    O sítio é seu, a iniciativa é sua, o país é seu. Mas julgo-me no direito de opinar, porque a língua é *nossa*, e tudo o que afecte negativamente a luta contra a aberração do AO90 em Portugal afecta-nos a todos. E, na minha modesta mas obstinada opinião, poucas coisas têm sobre essa luta um efeito mais daninho do que as alabardas e bacamartes do sebastianismo linguístico.

    É simples: a esmagadora maioria dos portugueses lixa-se soberanamente para esta reforma e tem problemas mais prementes em que pensar. Dos que a conhecem e se preocupam com ela, a esmagadora maioria *não* acha que ela seja “brasileira”. E, dos que acham que o é, a esmagadora maioria lixa-se soberanamente. Portanto, a demagogia patrioteira só pode ter dois efeitos notáveis: 1) cavar um fosso entre os anti-acordistas brasileiros e os portugueses; e 2) atrair para o movimento anti-acordista em Portugal a parte mais preconceituosa e reaccionária dos portugueses, e afastar todos os demais.

    • Alda M. Maia on 12 Outubro, 2012 at 21:40
    • Responder

    Gentil Senhora,
    Dra. Maria José Abranches

    A sua exortação a fazermos ouvir as nossas vozes, sobretudo à classe política – única responsável pelas afrontas a que é submetida a nossa língua – merece um total apoio e ampla ressonância. Mas quão difícil abanar apatias e quebrar a couraça de ignorância de tanta gente!
    Os professores de português deveriam estar na vanguarda, pois melhor que ninguém conhecem (ou deveriam conhecer) a história deste português europeu (não seria mais correcto apelidá-lo luso-africano?), como evoluiu e quais as suas características sintácticas, lexicais, ortográficas e ortoépicas – e sublinho ortoépicas.
    Porém, embora resmungando, obedecem ao AO90, assim como a modernas regras de gramática abstrusas, logo, de difícil compreensão para os alunos, não se apercebendo que são eles os obreiros da despromoção e desaparecimento digital desta matriz da língua portuguesa e, pior ainda, contribuindo para o seu empobrecimento.
    Não sei compreender tanta frouxidão e tão cega obediência sem, como mínimo, dar publicidade, alto e bom som, aos disparates a que os obrigam

    A Dra. Maria José Abranches, Maria do Carmo Vieira e poucos mais, com a vossa competência e grande credibilidade, portanto, não somente merecem um grande aplauso como gratidão por tanto empenhamento e persistência nesta batalha.

    Há vários políticos que manifestam desacordo, mas não ultrapassam este desagrado e nada fazem, de concreto, para elevar um alto protesto e dar avio a uma forte iniciativa que imponha a suspensão de um acordo ortográfico reprovado pela maioria dos portugueses. Não compreendem que, além de uma atitude digna e correcta, só lhes traria lucros políticos? Por onde anda a inteligência destes senhores?
    Se nada mudar, pela primeira vez depositarei nas urnas um voto branco.
    Quanto aos nossos intelectuais, e são tantos os que não aceitam a nova ortografia, por que motivo não saem a terreiro com determinação? Se não agora, quando?

    Permito-me acrescentar algo que duplamente justifica a minha posição de duplo desdém e revolta contra o indecente AO90 e reforça o valor da nossa verdadeira ortografia na aprendizagem de outras línguas.

    A primeira razão é precisamente igual à da maioria que o reprova.
    A segunda relaciona-se com o facto de ser bilíngue, pois tenho dupla nacionalidade: luso-italiana.
    Esforcei-me por falar e escrever um bom italiano, mas preocupando-me em não estragar a minha língua materna, cultivando-a e confrontando-a com o novo idioma, nos 33 anos que vivi em Turim e, agora, em Portugal.
    Foi este confronto que me ajudou a vencer aquilo a que eu chamava o “meu tormento”: as consoantes duplas da língua italiana.
    As regras que as explicam são poucas, afora a conservação das consoantes duplas da base latina. O resto explica-se com a evolução da língua. Segui-a, comparando-a com a evolução do português – o nosso português.
    Tenho pensado infinitas vezes que com esta casteleirografia ser-me-ia imensamente mais difícil ultrapassar o tal tormento!
    Uma vez mais, nunca se canse e bem-haja, Dra. Maria José Abranches.

    • Maria Manuela Lopes Félix Costa on 13 Outubro, 2012 at 0:05
    • Responder

    Já não me lembro se já escrevi o meu comentário alguma vez, se o fiz, volto a fazê-lo para dizer: SOU CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO AO90.

    • Hugo X. Paiva on 13 Outubro, 2012 at 7:41
    • Responder

    Pos bueno señor Bueno.
    Portugal aproximou-se hoje mais do nunca da Argentina.Aparte a sua colaboração,ficou-se hoje a saber que pagaremos os impostos mais altos do mundo,logo a seguir á Argentina;ainda não é definitivo,mas é o que temos.Quando em 2001 em NY,tive a honra de conhecer um grupo de medicos do seu País,foi com mágoa que ouvi o que me foi dito.
    Já lá vão 11 anos.Então o senhor é tradutor? Compreendo a sua dôr!Escritor não pode ser,se o fosse não teria caído em contradição em tão sucinta exposição.Será poeta?
    Agradeço a perola que arquivo para memoria futura:O sítio é seu, a iniciativa é sua, o país é seu. Mas julgo-me no direito de opinar, porque a língua é *nossa*, e tudo o que afecte negativamente a luta contra a aberração do AO90 em Portugal afecta-nos a todos.
    Eu creio que lhe escorregaram as teclas nesta,mas é bonito.E digo-lhe porquê:eu tenho estado á espera de ocasião propria para abordar um assunto que ainda não ouvi falar;trata-se do significado das palavras que, sendo a mesma palavra,tendo a mesmissima raíz etimologica,têm significados diferentes!Aparece aqui vossa exa. e tem que ser,e já agora, aproveito a sua opinião especialisada.Entre diferentes línguas por vezes palavras com a mesma raíz,podem ter significados proximos, nada em comum ou ainda totalmente opostos.São os casos p/ex.de:ameaça/menace,constipação/constipation e sotão/sotano.
    dentro da mesma língua deixo-lhe estas ligações para que se ilustre:

    http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa-aao/aberra%C3%A7%C3%A3o

    http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=aberração

    Preconceitos tenho-os nalgumas matérias,acha que sou néscio por isso?
    Quanto a reaccionario…sabe eu fui testemunha ocular da revolucão de Abril,e até esse dia a palavra era usada em linguagem tecnica.Depois disso evoluiu á tôa por meio de uma revolução sem horizontes,e de tal forma que eu hoje ainda não sei bem o que é que dizer,e se atender à clareza de espirito de quem a usa torço o nariz.
    Já agora deixe-me ficar com algum Patriotismo,para que possa com orgulho admirar um dos monumentos mais belos feitos pela minha nação:o seu vizinho Brasil.

    Passe bem.

    Já que o senhor é tradutor fique mais um pouco porque

    • Hugo X. Paiva on 13 Outubro, 2012 at 8:00
    • Responder

    Por conseguinte tera que ser o sr. a digitar a palavra.Tenha cuidado com as teclas desta vez.

    • Hugo X. Paiva on 13 Outubro, 2012 at 8:14
    • Responder

    Quando terminar pode pelo mesmo motivo ir à procura de afecte.

    Boa sorte na carreira.

  2. Caro senhor Hugo X. Paiva,

    de tudo o que disse, só consegui entender que parece ter um problema com a palavra “aberração”, e que até andou a consultá-la em dicionários portugueses e brasileiros. Encurto-lhe a labuta:

    aberração
    nome feminino
    1. desvio em relação à norma; irregularidade
    2. alteração da forma ou estrutura; distorção
    3. alteração excessiva ou perversa em relação a um modelo ou padrão; anormalidade, anomalia
    4. erro de raciocínio; absurdo, contradição.

    Usei a palavra nesta última acepção: considero o AO90 uma aberração, um erro absurdo, um amontoado de contradições, uma aventura incompetente que consegue o contrário do que pretende.

    Espero ter ajudado. Agradeço-lhe pelos votos de boa sorte na carreira, mas parece-me que já passei da fase da sorte, e estou bem mais perto das alegrias serenas da reforma.

    Em tempo: moro na Argentina, mas não sou argentino.

  3. O camarada Bueno teme que os nacionalistas portugueses afugentem os pardais. Devolvo-lho na mesma forma e já agora em duas variantes, que é eufemismo assaz na moda para designar crioulos em formação: os nacionalistas brasileiros, de há muito que, por zarolhice acerca do que no fundo são, deram em espantar-se do português; e vossemecê agora, com uma pala vermelha no olho direito, dá em espantar os nacionalistas portugueses.
    Quem vê pela metade é vossemecê. E vê-se que procura espantar a outra metade.
    Saiba o cavalheiro que o idioma das nações é dos seus nacionais; não fora (fôra) assim e não tínhamos cisão ortográfica nenhuma. O camarada tem — no mínimo de acordo que nisto haver pode — de conformar-se a que o idioma de Portugal é dos portugueses. Não de galegos nem de brasileiros, nem de esquerdóides nem de ultramontanos. Portanto não se apoquente de haver portugueses batendo-se pelo que é genuìnamente e visceralmente seu, mesmo com — naturalmente! — argumentos nacionalistas; que se saiba ninguém de Portugal procurou jamais demover o Brasil de forjar o seu idioma depois da cisão 1955 (e em 45 foram os brasileiros que vieram a Lisboa, depois da cisão de 35 no consulado de Getúlio Vargas). Ora ninguém cá se agastou de, em fazendo-o como fez, o Brasil designasse ainda assim como português o idioma que procurava à sua maneira forjar. «Alea jacta est»; a realidade é de tal maneira que o Brasil já voga numa qualquer «língua portuguesa»; deixai-nos cá com o nosso «português». Todos sabemos que é uma questão de tempo até haverem de, nos trópicos, lhe mudar o nome. Ou terei eu de passar a dizer que falo galego?
    Passe bem.

    • Acácia on 13 Outubro, 2012 at 18:32
    • Responder

    Este espaço é livre e poderemos emitir as opiniões que quisermos!… Mas… convenhamos: o que a Dra Maria José Abranches pretende, de forma clara e concisa, é que se acorde, que se pare. Que passemos de sessões de desabafo interno à acção. Aqui, parece já ter-se esgotado o tempo da explanação de conteúdos ortográficos!

    Porque o tempo urge. E mais um ano civil está a chegar ao fim. Não será, por ventura, o fim do mundo, mas será, por certo, além fronteiras, o fim do Português, que se vai substituindo pelo Brasileiro. Por isso, a nossa melhor atitude, AGORA, tem que ir no sentido de centrarmos as nossas palavras no ACORDAI. Renovo o meu agradecimento ao patriótico desempenho dos fundadores deste exemplar movimento de cidadãos, fazendo um

    apelo: Que o próximo movimento de cidadãos, a juntar-se na Praça de Espanha, em Lisboa, em todas as cidades do Portugal e no Mundo, seja organizado pela “ilcao”.
    Em cartazes, explicar-se-á toda a maquinação. Só assim o público será informado.
    Até já temos provas concretas vindas da Babel.
    E mais, poder-se-á entrar em contacto com os movimentos brasileiros que estão como nós: indignados, revoltados.
    Por favor, avancemos só neste sentido. As divagações de carácter gratuito, neste tempo, sugam a energia de quem está de alma e coração a tentar salvar a identidade Lusa = ilcao + apoiantes.
    Estamos no momento exacto de revelar.
    O governo que assinou, à pressa e de má fé, o negócio da Língua Portuguesa, já urdido por outros governos, está hoje na Praça Pública. Seria muito mau para este movimento deixar passar a oportunidade de sair à rua.
    Até já! Na RUA!
    Cumprimentos

    • Hugo X. Paiva on 13 Outubro, 2012 at 18:34
    • Responder

    Disse.

    • Hugo X. Paiva on 13 Outubro, 2012 at 19:16
    • Responder

    Por cautela,ou por protesto, quado me cai nas mãos qualquer documento com palavras estranhas pego no marcador transparente e aprisiono-a.Isto seja livro seja revista.Quando são cartas,devolvo uma cópia assinalada, com um alerta para que não se repita.O alerta tem a ver com questões de direito.Está aí o tempo em que os tribunais se vão esfalfar com os ,artistas da golpada.Portugal é chão para isso.
    Quem não se lembra, nos anos 80, do famoso caso da virgula?

  4. Caro HugoXPaiva, obrigado por confirmar o que eu disse até o último pormenor desagradável. Vê-se bem que o que a demagogia patrioteira atrai e o que o gato esconde têm afinidades mais do que meramente olfativas.

    • Hugo X. Paiva on 14 Outubro, 2012 at 1:56
    • Responder

    http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa-aao/disse

    • Jorge Teixeira on 14 Outubro, 2012 at 19:02
    • Responder

    Caro Tomás Rosa Bueno, de brasileiro, há, e muito. A começar pela “necessidade” do acordo. A “necessidade” de ter um novo acordo ortográfico é apenas e só o Brasil nunca ter aplicado o acordo ortográfico anterior! Porque se o tivesse aplicado, não era “necessário” um novo. A ortografia já foi “unificada” em 1945. Em Portugal escreve-se pela ortografia “unificada”. Para quê “unificar” o que já foi “unificado”?
    Que nisto a maior responsabilidade do AO90 é portuguesa, acho que também ninguém o nega. A responsabilidade é todinha do Excelentíssimo Senhor Malaca Casteleiro, da excelentíssima cáfila que o acompanha, do grupo Impresa (do Excelentíssimo Senhor Pinto Balsemão e da Rede Globo) que desde 1986 faz lobbying para mudar a ortografia do português e dos políticos sem escrúpulos que acolheram esse lobbying: os da direita porque jogam no clube do grupo Impresa e os da esquerda porque “é moderno”/”é a lusofonia”/”é a construção do Homem Novo” (riscar o que não interessa). E da cobardia dos professores de português que estão a poluir a mente das nossas crianças.

    • Hugo X. Paiva on 14 Outubro, 2012 at 22:03
    • Responder

    Olhai os lirios do campo, (Erico Verissimo)

  5. Para:
    Jorge Teixeira.
    Sugiro que o seu acutilante comentário #16, com denúncias e esclarecimentos importantes, seja difundido pelo Facebook, pelo Twitter e por todas as redes sociais possíveis, porque uma das grandes causas da apatia lusitana em relação ao AO90 deve-se à ignorância, por parte da generalidade das pesoas, da grande bandalhice politiqueira e dos reles interesses mercantis que estão por trás deste monstruoso crime.

    • Hugo X. Paiva on 15 Outubro, 2012 at 18:22
    • Responder

    http://benzodeus.blogspot.com/2012/06/o-escritor-morreu.html

    • Maria Oliveira on 16 Outubro, 2012 at 9:50
    • Responder

    Bom dia!

    Correcção a alguns dos comentários: ALGUNS professores são colaboracionistas, serão até a maioria, microcéfalos, poltrões, medíocres. Eu não sou: nunca apliquei o AO90 e nunca o farei. Sou de Língua Portuguesa e já sei o que é “ter lepra”… Morre-se por dentro todos os dias, quando os manuais pedem aos alunos que corrijam textos correctos e os convertam naquela forma abortiva de brasilês… Então quando digo aos adultos que o AO90 é ilegal…

    • J.Gervásio on 16 Outubro, 2012 at 17:20
    • Responder

    Srª Drª Maria Oliveira
    Diz que alguns professores são colaboracionistas.
    Parece-me mais o contrário: alguns professores NÃO são colaboracionistas. Na escola dos meus netos são TODOS colaboracionistas. Os livros também já são todos colaboracionistas. E os paizinhos também são os dois colaboracionistas, a ponto de me terem PROIBIDO de “chatear/incomodar” os “meninos” com o assunto.
    Isto está muito mau, minha senhora, isto está muito mau.

    • Acácia on 16 Outubro, 2012 at 20:00
    • Responder

    Por estar mau é que é chegado o momento de tudo denunciar. Desejo bem que já haja um grupo, entre as vozes que aqui se encontram, a elaborar o texto que será enviado a todos os receptores referidos pela Dra Maria José Abrantes e outros tantos, como o Ministério da Educação, escolas, associações de pais etc.
    Participo também nas despesas do correio.
    Tenhamos força. O aeroporto também não se construiu apesar de obras (?) começadas… mesmo com a sombra das contrapartidas/ indemnizações (?).
    No caso de retroceder o (ao) até seria uma festa para quem iria ganhar duas vezes. Em quanto ficaria refazer e voltar ao princípio! Ó classe de políticos desastrosos! E são sempre os mesmos na dança, ora agora viras tu, ora agora viro eu!
    Até já na Rua!

    • Luís Ferreira on 16 Outubro, 2012 at 22:08
    • Responder

    Espero que todos me perdoem, mas não quero deixar de chamar a atenção
    para esta petição a favor do “Público”:

    EM DEFESA DA MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DO JORNAL PÚBLICO E DOS PROFISSIONAIS QUE FAZEM DELE UM JORNAL DE REFERÊNCIA NACIONAL

    http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=publico

    1. Caro Luís Ferreira,

      Excepcionalmente – até porque a figura da petição se vulgarizou de tal maneira que perdeu quase toda a eficácia, se é que ainda lhe resta alguma – acabei por “assinar” (como sabemos, aquilo não é assinatura nenhuma) esta petição que sugere e reproduzi-a não apenas no meu “mural” FB como no da página da ILC ali. Nunca se sabe, afinal, pode ser que esta ainda possa fazer algum efeito. O “Público” já fez muito pela ILC, é tempo de retribuir o apoio.

      Obrigado pela informação!

      Um abraço.

      JPG

    • Maria José Abranches on 17 Outubro, 2012 at 0:42
    • Responder

    Obrigada pela informação: também já assinei a Petição a favor do “Público”! Pelo jornal de referência que é e porque defende a nossa língua, recusando aplicar o Acordo Ortográfico e dando voz aos que se lhe opõem! Longa vida ao “Público”, um jornal português que nos não envergonha!

    • Hugo X. Paiva on 17 Outubro, 2012 at 1:36
    • Responder

    Cheira-me a relva por cortar!

    • J.Gervásio on 17 Outubro, 2012 at 17:02
    • Responder

    Srª Dª Maria José,
    O Público envergonha-nos um bocadinho, envergonha, tudo o que é BE e esquerdalhada envergonha-nos. O BE até escreve em acordês.

    O que não temos é de ter vergonha de dizer que o Correio da Manhã contribui mais para a manutenção da ortografia correcta do português do que o Público porque o Correio da Manhã é muito mais lido que o jornal do Continente e da esquerda caviar.
    Será que o problema é o Correio da Manhã ser popular enquanto o Público anda a dar ao fino e a incentivar à guerra civil?

    Porque é que não estamos gratos ao Correio da Manhã e ao que ele tem feito pela ortografia correcta?
    Vai bem o JPG quando aqui ao lado refere o jornal, mas deveria pô-lo logo à cabeça porque o Correio da Manhã é o mais lido dos jornais portugueses, muito mais do que o falido Público, sempre com a mão metida no bolso do Belmiro, o jornal da esquerdalhada que nos trouxe a esta desgraça em que vivemos.

  6. @ Gervásio

    O Correio não nos envergonha. Ajuda-nos quem não se rebaixa. O que nos não ajuda e misturar alhos com bugalhos. O Correio é como a maioria silenciosa, age individualmente, sem tocar a rebate. É uma atitude sóbria, séria e assaz louvável — a que mais aprecio. Sucede que os acorditas são insidiosos e de sobremaneira activos nos meios: calam a oposição (omitem-na) e subvertem a escrita com computadores rescrevendo os textos que quase todos escrevem em português.
    O Público, talvez por ser de esquerda, é militante, e é isto que temos de ter: acção, se não, acabamos abafados pela acção e pelos meios que nos vergam. O contributo de todos por inteiro, do Público ao Diabo, é que nos ajuda. Temos de ser um «inteiro». De tantos partidos haver é que estamos como estamos.
    Cumpts.

    • Hugo X. Paiva on 17 Outubro, 2012 at 23:20
    • Responder

    Bic:correcção?

    (O Correio não nos envergonha)

    • Maria José Abranches on 17 Outubro, 2012 at 23:59
    • Responder

    Caro Senhor Gervásio,

    Pode ver aqui mesmo um texto que enderecei “À Imprensa Nacional que se respeita”:
    http://ilcao.com/?p=6499#comments
    Todos os jornais e publicações que recusam o AO90 são necessários e úteis a esta nossa luta comum. A língua é de todos nós. E é bom que haja jornais de várias tendências: em princípio, o pluralismo de opiniões e pontos de vista é um “ingrediente” indispensável em democracia!

    • J.Gervasio on 18 Outubro, 2012 at 11:23
    • Responder

    Minha Senhora,
    No Público só se aproveita o Cerejo. Tudo o resto é esquerdalhada-casinha-dos-pais que de manhã dorme, à noite anda à pedrada à polícia, e de madrugada estão no jornal a discutir quem teve melhor pontaria e a escrever larachas.
    Eles estão contra AO porque o associam a este governo que o implementou nas escolas em Setembro do ano passado e em todo o estado no inicio deste ano. É uma espécie de “resistência” mas apenas no sentido político, eles querem lá saber da língua. Eles são se esquerda, e tanto apunhalam Portugal como apunhalarão a ortografia quando lhes der jeito.
    O Correio da Manhã é que é. E é pô-lo logo à cabeça da lista aqui ao lado, que a ingratidão é feia, sobretudo quando valoriza moinantes e desvaloriza quem trabalha.

    • Jorge Teixeira on 18 Outubro, 2012 at 11:29
    • Responder

    Bem, quem considera o Público um jornal da esquerdalha tem uma bússola política a pedir reparação urgente. Agora a sério, isto da esquerda/direita não faz falta nenhuma na luta contra o AO90 — a maior força da luta contra o AO90 é precisamente ser uma causa cívica onde participam pessoas independentemente da sua filiação partidária e de *todas* as ideologias.
    Além de que *todos os partidos* são cúmplices do AO90. Não há aqui esquerdas nem direitas que se safem.

    • J.Gervásio on 18 Outubro, 2012 at 13:55
    • Responder

    Amigo Jorge Teixeira, quando se dirigir a algo que me publicam aqui, por favor refira o meu nome e o meu comentário, como eu faço e como todos aqui fazem.
    O Público é um jornal de esquerdalhada, logo a começar pela directora, só escapa o Cerejo, e o Cerejo só está lá porque expõe os podres destes governantes, senão já teria tido o mesmo destino que teve a Helena Matos.
    Quem não quer ver isto tem uma bússula política sem reparação possível.
    E mais, na melhor oportunidade, apunhalam-nos, porque eles não querem saber de ortografia, querem saber de “resistência e tal, com pedradas de um tipo primeiro e do outro tipo depois”. Se o Cavaco ou o Governo voltassem atrás com o AO era vê-los aderir ao AO no dia seguinte sob o argumento de que o Cavaco e o governo são ultramontanos, o resto da retórica é conhecida.
    São de esquerda, logo, são traidores, farsantes e oportunistas.

  7. @ Hugo
    ?

    @ Gervásio
    Muito bem. Prefere o Correio. Eu prefiro o Diabo. Que adianta o que eu prefiro à I.L.C.? Impor critérios aqui é estulto. Assinar a I.L.C. é mais proveitoso. Deduzo que o haja feito, que se não é pena…

    Cumpts.

    • Hugo X. Paiva on 18 Outubro, 2012 at 19:32
    • Responder

    Sr. Gervasio:Um dia que eu tenha vagar,irei tirar a limpo essa coisa de esquerda e de direita.Eu avalio sempre os homens pela sua obra,e quando se quer partir uma nóz não importa se se usa um alicate de prata ou uma pedra da calçada,o importante é extrair o seu conteúdo.O motivo que aqui nos tráz está muito bem defenido,e ja aqui falei da importancia de administrar bem as energias disponiveis.Qulquer dialogo separatista estará fora de contexto,e inves de contribuir, por mais legitima que seja a razão que lhe assite,só srvira para desconcentrar.Não creio,que seja essa a sua intenção.Há tempo e há espaço para tudo nesta vida,fica nas suas mãos fazer uso útil da formula.Se tiver tempo para fazer uma investigação acerca do Professor Adriano Moreira e sua implicação no processo do AO Talvez ajude a tirar dúvidas à esq.e à dta.

    Solidario com a imprensa livre,defendo decreto lei que determinasse que todas as publicações deveriam disponiblizar ao Estado uma pagina gratuita,para que se acabe de uma vez por todas com a prostituição a que os seus directores e outros que tais se dedicam.

    Bem haja

    • Jorge Teixeira on 19 Outubro, 2012 at 10:59
    • Responder

    @Gervásio Ao contrário de si, eu não me envergonho de ninguém que tenha uma intervenção cívica contra o AO90, nem sequer de reaças como o senhor.
    Aquele abraço,

    • J.Gervasio on 19 Outubro, 2012 at 12:05
    • Responder

    Caro BicLaranja; não o fiz, e também eu tenho pena, mas isso resulta de circunstâncias impeditivas que não estão ao meu alcance resolver e que não cabe aqui expor.

    Caro Hugo Paiva, não é isso que divide a minha e a sua opinião. Eu digo apenas que estamos a dar destaque e preferência a jornais de moinantes (esquerda) em lugar de preferência a jornal de gente que trabalha (direita), e que os moinantes não estão com a ortografia correcta porque gostem dela, mas simplesmente porque é uma forma de “resistir” ao governo que a implementou.

    Caro Jorge Teixeira, por favor cite-me sobre a tal vergonha que eu diz que tive, se faz favor.

    • Hugo X. Paiva on 19 Outubro, 2012 at 20:05
    • Responder

    Eu começo a desconfiar que falo chinês

    • Luís Ferreira on 19 Outubro, 2012 at 22:02
    • Responder

    Por favor, o ruído que aqui se está a fazer não interessa à ILCAO. Não nos podemos dispersar e não devemos – a bem da ILCAO – entrar, nesta altura, em discussões de natureza diversa do objectivo do blogue.

    Se se deva e possa discutir as linhas editoriais dos jornais? Sem dúvida.
    Se se deva e possa discutir política e, mais importante, as políticas praticadas? Sem dúvida.

    Mas discutir aqui se o Público é de esquerda ou de direita, ou se cima ou de baixo, perturba o essencial deste blogue: o AO!

    Devemos fazer um esforço para não deixar que quem acha que se deve escrever “invita”, em vez de invicta, não ria desta guerra esquerda/direita aqui iniciada.

    Façamos um esforço, ou encontremos um blogue amigo, como este, onde possamos discutir livremente para poder levar essas discussões mais longe. Aliás, o que sociedade portuguesa precisa é de discutir o que lhe diz respeito: república/monarquia, direita/esquerda… tudo! Mas aqui causa ruído que não interessa a nenhum de nós.

    1. Obrigado pelas suas sensatas palavras, caríssimo companheiro @Luís Ferreira.

      Este fórum é livre, de facto, dentro de limites de decência estabelecidos e conhecidos, mas de facto não há aqui a mais ínfima parcela de maniqueísmo (ou dualismo) esquerda/direita. A questão é o AO90, isto é, dar cabo dele, em suma, e isso é uma questão essencialmente política… mas não partidária.

      Esta ILC conta com subscritores de todo o espectro político-partidário, da extrema-esquerda à extrema-direita, passando pelo “centrão” e pelos demais Partidos com representação parlamentar (ou não); todos, sem qualquer excepção. Talvez seja esta, por absoluta excepção, a única causa em que todos se aliam independentemente das suas convicções políticas e até das suas condições sociais, económicas, religiosas, académicas ou quaisquer outras, de resto.

      Seria de facto excelente que não desperdiçássemos energias (e que não nos dispersássemos), desviando as atenções daquilo que realmente interessa: promover a ILC, revogar o AO90. Eis tudo e já não é pouco.

      Saúde!

    • Pedro Marques on 19 Outubro, 2012 at 23:08
    • Responder

    Senhor da escrita fina, ou da escrita normal, pode-me dizer o que significa isto: “Alea jacta est”

  8. @ Perdro Marques

    A sorte está lançada.

    • Pedro Marques on 20 Outubro, 2012 at 13:27
    • Responder

    Obrigado Bic. Temos que lutar pela nossa sorte. Temos o movimento pela causa da cultura, e um dos mentores o Pedro Penilo é contra o acordo, mas seria óptimo e importante mobilizar os restantes membros, apoiantes, e manifestantes. visto que no dia da manif em Lisboa estiveram milhares de pessoas, como nos outros locais onde houve manif pela cultura.

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